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Cinzeiro




O mundo que penso não existe,
posso representá-lo num arrendondado cinzeiro,
no entorno de um substrato cinzento que desvanece,
dou um sopro perante o confete,
sei que não é eterno como um devaneio,
minha meditação não acompanha minha respiração.

Mais um cigarro,
para afogar a desavença de transitar,
e procuro fluidos para me parasitar e para me afogar:
Vodka, Caipirinha, e Ouzo; que ainda não caíram em desuso,
somente para me destilar.

Logo após da penumbra várias cores eu volto a enxergar,
tudo o que desejava e ditos fluem sem cerimônia,
inspirei, pequei e finalmente me situei;
num forte regalo entornado numa esfericidade contínua,
assim me acalmei, e a ti te abracei,
mera insignificância.

Tossi,
logo após de me enrubescer;
reação como gotas de pimenta no paladar,
não resisti,
consumindo-o logo após de você se enfurecer,
não nego um fato modificado.

Meu lugar sempre foi irregular,
assim como meu porta tabaco,
que olho de uma certa maneira de me apaixonar,
e a cada minuto me descoro como um fraco.

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