samedi, mai 28, 2011

Limiar poente





Um, dois, três passos.
Assim se afundavam os
pés sobre a rubra areia
sobre o efeito clareira
poente do sol avivente.

Caminhada sobre nuances,
verde azulado de um mar
que reflete cores de
um céu chamando o luar.

Marcas sobre a terra
se viam, as pegadas
do ilustre forasteiro.
Contornos derradeiros,
que se apagavam perante
as águas cálidas do mar
e riscavam o semblante
do plano a transfigurar.

Apagou-se a existência
escarlate consumindo o
âmago diurno. A ausência
já era consentida pelo
jeito "noir": beira mar,
sob um esbranquiçado luar.

Nascer, foi a chance que a vida me deu.




Deu-se a chance de amar e se perdeu
lacrimejando sobre palavras árduas
afogadas num rio límpido de fábulas,
margeando o momento que se viveu.

A vida me deu a chance de amar
e a retirou sem a minha permissão
e negou, por hora a eu sonhar.
Num imbróglio sem simulação.

Desistir de amar é se resignar a
estar sobre devaneios. Perde-se
o direito de dormir e desvanece-se
sobre fantasias e sombras de outrora.

E assim roga-se por um novo direito,
um novo tempero, um apalpe fugaz,
até que a vida nos traz e felizes nos faz.
Até quando nossa conquista terá efeito?

E dá aquela chance, a vida nos dá...
e aquela chance que sempre dá,
e sempre nos deu. Mas porque
retira-se e assim tudo se consome?

Deixarei de amar no dia
que morrerei, porque a vida
não me dará mais nenhuma
chance de amar. Neste dia,
não poderei mais amar e amar,
por fim sonhar e lembrar.

E assim vivo perante as chances que a vida me deu.
Com sorrisos ou angustias respiro sob o ar de deus.

jeudi, avril 07, 2011

Por favor, não pergunte meu nome





O ar caminhava sob as narinas lentamente, assim fazia seu percurso de uma forma mais vagarosa, dirigindo-se pela cavidade bucal e desembocando sobre seus alvéolos pulmonares, numa dança ritmada e mais terna que davam o seu espírito um estado ébrio de um sono longínquo.

A realidade já se misturava em figuras místicas, não sabia de onde vinha e o que ocorria... apenas sabia que vivia aquele momento ilusório, o seu sonho. Nas primeiras horas o seu torpor era conduzindo para o Caos, que era um estado primordial do mundo primitivo ou quem sabe o seu subconsciente que começava se apoderar de uma pequena aquarela, que sob uma vaga forma, indefinível, indescritível criava um belo cenário ou ecos que se confundiam os princípios de todos os seres particulares.

Sentiu uma forte presença solar sobre seu pálido rosto. Seus olhos que se machucaram ao se abrirem notaram que se encontravam no limiar de uma falésia, a adiante um grande tom azulado que se confundia o céu e o mar num ponto ínfimo do horizonte. Deitou-se com medo da altura perante a ele, e viu alguém ao seu lado.

Passaram-se alguns minutos de silêncio. Os quatro olhos apenas mareavam o mar e sentiam o seu barulho e a figura orquestrada, que se assemelhava ao pequeno toque de leveza que o ar fazia em seus pulmões enquanto dormia. E percebeu que seus cabelos se despenteavam com o vento, sabia por que podia enxergá-los esvoaçando perante os seus olhos. De certo modo estranhou, pois lembrava somente de seus cabelos curtos com a impossibilidade para tal. Olhou para si com um ar assombrado, se sentia um pouco diferente, contudo não sabia o que se diferia além dos seus longos cabelos. E assim escutou:

_A aqui tudo é possível, só depende de você.

_Quem é você?

_Quem se importa se eu diga quem eu sou, as coisas belas da vida não tem nome. O homem deu nome às costas, mares, oceanos, montanhas, mas vieram muito antes que eles. O nome é o detalhe que menos se importa, às vezes é esquecido e nomeado mais uma vez, a imagem sempre foi a mesma e é captada com os seus olhos sem nomeações e cerimônias. Somente nós, que vivemos estamos sempre nomeando e dizendo o que é belo e feio, contudo não nomeamos o por do sol, a brisa que passa sobre nossa pele, a relva sob os nossos pés e o azulado do mar, porque não? Porque temos receio das eternas beldades e assim não damos nomes devido a sua grandiosidade e também a sentimentos que nos tocam. Por favor, não pergunte meu nome, apenas lembre que estive presente em seus sonhos.

mardi, janvier 25, 2011

Promenade au jardin blanc




Un nomade qui regarde le monde entier comme un tableau qui reste tout Seul dans son couloir au musée, avec des glorieux souvenirs qui reste dans le passé. Une toile qui vient pour un vernissage européen, on dit que se situe au berceau du monde, l'Europe. Quand même un continent riche des histoires et des conquêtes qui ne sont pas les miens. Et ainsi, je me suis baladé sur plusieurs Villes qui font un triste regard sur moi, le voyageur:

_Tu ne fais pas partie de ce monde, regarde-toi, sais-toi qu'est-ce que passe dans ton pays?

Et je plonge dans la consistance de mon coeur, qui bat avec une certaine indécision, suis-je un émigrants ou un voyageur réfléchissant dehors de mon quartier? Ouais, il est-là, mais je ne peux pas y connaître au moment, mais il ne reste que dans mes souvenirs.

En fait, le vieux continent m'a accueillis sur la blancheur de la neige qui fait m'obliger de la chaleur de mon pays et de mon enfance

vendredi, novembre 26, 2010

Amores de Olimpo




Sobre as opacas nuvens escondeu-se
a aurora nesta manhã. Abalou-se
o tempo. Sobre as mãos perante o rosto
meus cabelos se umedeciam perante o choro
dos céus, deuses do Olímpio que lacrimejaram
pela descrença do lirismo e o mitismo, lamentavam.

Apesar do céu cinzento ainda indagarei:
Seria a paixão para poucos? A rija chuva
negou, gotejou e gotejou, lavando o pulmão
celeste à procura de um desejo de perdão.
Não se pede súplicas, serão parcas as
lembranças quando o céu abrir e consentirei:
Um novo amor veio à calavo do Olimpo.

E assim os deuses proclamam e me agradam.

lundi, novembre 08, 2010

Eram verdes de oliva.




Difamou sobre os ruídos e fez-se eco:
“Sabe as pessoas olham nos olhos”.
Cambaleante, olhei para os tais:
Eram verdes de oliva, disfarçados
pela midríase, languida vigília.

As cores eram encobertas pela lascívia
cegueira, pouco se via e apenas se ouvia.
Escutavam-se alguns transeuntes, talvez
dissentes, se esboroavam em brados
perante a lírica dispersa sob lampejos
travessos e dançantes, palavras – dançamos.
Frases sob sossego – nos calamos.

Um passe aqui e acolá,
eram verdes de oliva sob a noite escura sem lua e sabiá.

samedi, octobre 02, 2010

Olhos, somente nos sonhos



Existe um lago em que meus olhos

se apaixonam por seu ilustrado

entorno. Sob raios definhados,

extinguiu-se a cor verde do sonho.


E no desperte contemplo a parca

Iluminação emancipada do luar,

E assim minha lírica caiu no sonhar.

Não consigo ler na realidade translúcida.


Preciso de luz e que alguém me conduz,

até meu adocicado leito para que adormeça

e volte a enxergar a pequena porção d´água

sobre os meus pés, e meu ensejo se produz.


Meu sorriso se abre e também o seu,

já consigo te entrever ao meu lado,

no Oasis de pensamentos errantes.

Não quero levantar e nem vagar, sentado!

Assim quero ficar e esperar até a noite chegar.

mardi, juin 08, 2010

Eu vos agradeço


O vento sul que trouxe o inverno
tocou o seu rosto num ambiente
ermo, noturno e carreando rente
ao mar os sussurros lentos e serenos.

Chegou-se até seu o espírito a doce
precipitação que fazia contraste com a
sua origem, uma turbulenta sonata.
Em idéias se embriagava, e a dose
o fez cair em num sonoro torpor.
Sentiu um vazio e um pouco de louvor.

Agradecia o momento, e aquele presente.
Agradecia a salgada água sobre os pés.
Agradecia o pomposo tateio fluidificado.
Sentado agradecia imobilizado e petrificado.

O puro ar se transparecia em seu rosto,
se condensava e se apresentava como
seu próprio choro e o apossava de si,
e se tornou assim, fruto deste confim.