Pular para o conteúdo principal

Não faz mal



_Seus pés aqui e acolá, se debatendo por alegrias nesse hall, não faz mal! Os meus, de momento não agüentaram, peguei uma pequena cadeira, e fiquei de bobeira vendo você e meus amigos a dançarem e cantarem, e ri como se fosse bobagem. E nesse tempo lembro que tocou Bob Dylan e Led Zeppelin, e por instante os invejei e o instante eu apaguei de si, e voltei a me remarcar, e nostalgiar o conjunto de um ser ou de vários, situações, atitudes, declarações, alvoroços, casos, descasos, até um marca-passo para meu coração; tudo é válido para uma noite sem decoração.

_Barulho, orgulho também acompanham a soirée, nossos abraços em conjunto demonstram isto; girando, como um moinho eternizado acompanhando uma tontura acompanhando a ressaca do real. Gosto de figurar, e você porque não continua a encenar? Somos todos artistas por hora e ao seu lado isso seria uma honra!

Comentários

Heyk disse…
Bom gosto nas figuras, rapaz!

LEgal.

Vou ler tbm. Nao deu tempo.

Bjo!
Priscila Milanez disse…
Gostei do texto, hermano.

beijos
Anônimo disse…
Nao sei bem o pq, mas gostei.

Postagens mais visitadas deste blog

Moinho

Força de vontade, é que venho demonstrar nessas rasas linhas, para que um post mais inútil? Palavreado tosco e um sujeito que se aparenta quase sempre indeterminado, deformado e ao mesmo tempo mesclado. _Mesclado?_pergunto a mim mesmo. Sim, mixado de idéias , de imagens e de situações, que dispoem a minha pessoa a transgredir, a fixar no meu eu! Um imenso moinho, "c' est moi !", Como a senhorita wikipédia diria (escrevo perante o pc ): "Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto", material bruto meu caro, cabe a ti transformar essas escórias em pensamentos concretos e na sua reverenda comoção, conquanto transmutam em memórias e sentimentos. Não obstante, volto a citar minha reluta ingratidão de prosseguir com este jogo de conceitos, estou fatigado, a colheita foi desfavorecida pelas condições climáticas, o forte vento e as marés revoltosas foram de desgastar minha mecânica. Agora num ritmo mais lento, me sinto ...

João

Seu nome: João da Silva, era apenas um farrapo de esquina, não se queixava de pão e moradia, e nem de sua enfermidade, pois vivia num país de tanta mediocridade, não estudou e nem uma família constituiu, não se queixava da falta de oportunidades e daquela veracidade, não sabia sua idade e nem sobre a sua filiação, não possuía um RG, mas se dizia cidadão, apenas caminhava pela cidade sem razão. "Senhor você teria um real?" Essas eram suas palavras nos apertos, não tinha um leito e muito menos feitos, apenas um travesseiro, devasso e perfurado, apoiando-se em seus sonhos se transfigurava num ser libidinoso, vaidoso carregando consigo um sabonete, mais tarde acordava contemplando seus cascões. Sua vida não relatava de imprevisões, nem de raras situações, mas era alegre e consente, sentava-se todo dia na praça no almoço, e sem nenhum alvoroço se sentia como uma lebre. Perguntou sobre o jogo, cruzeiro perdeu, isso o entristeceu, como isso o baqueava mais que sua febre e sua fome. ...

Entre nós existe a lua...

Entre nós existe a lua, reluzindo minha face e abrandando um choro de um banjo. Entre nós existe à distância, a solitude noturna e as charnecas soturnas, porém tenho esperanças. Entre nós existe a saudade, pensamentos por fins próprios que margeiam a ingenuidade do amor imenso e inglório. Entre nós existem as cartas, palavras de dizeres fartos que nos alegram e nos despertam dos sonhos que nos carregam. Entre nós existe o passado, tocável somente em líricas com linhas entreabertas... também penso no futuro. Entre nós existe o mito, o fito de um mundo foragido; o torpor me enfraquece em devaneios que te enaltece. Entre nós existe a lua... Entre nós existe a lua... Cheia que versou lágrimas em tua fuga.