Pular para o conteúdo principal

Quelques plaisirs



                          _Um estalo e um pequeno rabisco, é que o posso fazer com minhas mãos; nela eu contorno seu corpo e consinto um gracioso êxtase. Uma disjunção dos meus dedos se forma e se integram a você. Sei que meu pesar a incomoda, é o meio jeito e o meu pleno feito. Não quero ser de boa índole e muito menos medíocre. Sei que desgostas do meu acre; esta palavra me fez lembrar, mas com jeitinho de letra maiúscula que minha vida é um consentimento de um porto velho -antiquadas embarcações que se negam a ir ao alto mar-. Às vezes sinto que não tenho personalidade, e lá se foi a minha idade e permaneço na minha cidade!
                          _Porque seu olhar é tão perverso? Sua percepção é mais astuta que um grandioso guepardo; sinto-me caçado e agora culpado. O que me relaxa é a minha música, porém me traz fúria... Sua situação me faz lembrar suas abóbadas, abóboras; quero esmagá-las! Assim como meu atual lirismo, o meu pequeno mp3's... Será que somos três? Acho que sempre há uma sombra entre nós, e nesse caminho eu sempre me perco e me cerco de recordações, uma verdadeira figuração.
                          _Vamos dar mãos dadas e unir as nossas indiferenças.

                        Comentários

                        PaRDaLiTa disse…
                        Weird... Seria isso ar Blasé?
                        Kamila disse…
                        muito legal seu blog Hermano...
                        textos bem poéticos, não conhecia esse seu lado..Parabéns!
                        bjinhu

                        Postagens mais visitadas deste blog

                        Nascer, foi a chance que a vida me deu.

                        Deu-se a chance de amar e se perdeu lacrimejando sobre palavras árduas afogadas num rio límpido de fábulas, margeando o momento que se viveu. A vida me deu a chance de amar e a retirou sem a minha permissão e negou, por hora a eu sonhar. Num imbróglio sem simulação. Desistir de amar é se resignar a estar sobre devaneios. Perde-se o direito de dormir e desvanece-se sobre fantasias e sombras de outrora. E assim roga-se por um novo direito, um novo tempero, um apalpe fugaz, até que a vida nos traz e felizes nos faz. Até quando nossa conquista terá efeito? E dá aquela chance, a vida nos dá... e aquela chance que sempre dá, e sempre nos deu. Mas porque retira-se e assim tudo se consome? Deixarei de amar no dia que morrerei, porque a vida não me dará mais nenhuma chance de amar. Neste dia, não poderei mais amar e amar, por fim sonhar e lembrar. E assim vivo perante as chances que a vida me deu. Com sorrisos ou angustias respiro sob o ar de deus.

                        Moinho

                        Força de vontade, é que venho demonstrar nessas rasas linhas, para que um post mais inútil? Palavreado tosco e um sujeito que se aparenta quase sempre indeterminado, deformado e ao mesmo tempo mesclado. _Mesclado?_pergunto a mim mesmo. Sim, mixado de idéias , de imagens e de situações, que dispoem a minha pessoa a transgredir, a fixar no meu eu! Um imenso moinho, "c' est moi !", Como a senhorita wikipédia diria (escrevo perante o pc ): "Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto", material bruto meu caro, cabe a ti transformar essas escórias em pensamentos concretos e na sua reverenda comoção, conquanto transmutam em memórias e sentimentos. Não obstante, volto a citar minha reluta ingratidão de prosseguir com este jogo de conceitos, estou fatigado, a colheita foi desfavorecida pelas condições climáticas, o forte vento e as marés revoltosas foram de desgastar minha mecânica. Agora num ritmo mais lento, me sinto ...

                        Por favor, não pergunte meu nome

                        O ar caminhava sob as narinas lentamente, assim fazia seu percurso de uma forma mais vagarosa, dirigindo-se pela cavidade bucal e desembocando sobre seus alvéolos pulmonares, numa dança ritmada e mais terna que davam o seu espírito um estado ébrio de um sono longínquo. A realidade já se misturava em figuras místicas, não sabia de onde vinha e o que ocorria... apenas sabia que vivia aquele momento ilusório, o seu sonho. Nas primeiras horas o seu torpor era conduzindo para o Caos, que era um estado primordial do mundo primitivo ou quem sabe o seu subconsciente que começava se apoderar de uma pequena aquarela, que sob uma vaga forma, indefinível, indescritível criava um belo cenário ou ecos que se confundiam os princípios de todos os seres particulares. Sentiu uma forte presença solar sobre seu pálido rosto. Seus olhos que se machucaram ao se abrirem notaram que se encontravam no limiar de uma falésia, a adiante um grande tom azulado que se confundia o céu e o mar num ponto ínfimo do hori...