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Meu choro, minha garoa.




Um abraço ao medo,
uma tal mixagem de receio e vertigem,
pensou o sonhador a beira do mirante.
Não sabe o porquê da idealização desta quimera,
prevalecendo o forte tom desta clave de fá,
grave, severa, nostalgiante e preocupante;
Tudo o que temo, escuto melodicamente!


"A verdadeira felicidade é a compartilhada",
insistiu consigo e ao mesmo tempo quis teimar.
O tempo tépido, ventoso e nublado me enlaça
na eterna da compaixão e no contento de alguns sons à distância,
tal como pássaros que ecoavam como bem-te-vis!
E como gostaria de querer enxergar um pouco mais!
Vendado, parado, como se fosse um apreciador da natureza.
Todavia eu temo, e me inquieto;
de esquecer-se de como era o sereno, da fogosa garoa
e do breve luar que começa a aparecer, não quero desvanecer.
Meu júbilo é compartilhar essas imagens
e no apalpamento de pequenas herbáceas.


O aspecto natural,
caracterizado como as mãos dadas de pessoas enamoradas,
assim eu carrego meu próprio mundo e meu complemento.
Essa palpa é o que me faz feliz;
e como quero acariciá-la!

Abri o sorriso e olhei para o abismo,

"Negar tudo o que há de belo é como estar só,
a falta de cores nos traz a cegueira e a solidão,
num aspecto sufocante acompanhado de morte,
me nego em querer usufruir desta maldita sorte"

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