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Decaimento





  1. Esperava ali sentado, naquele pequeno banco que por um momento parecia imenso com sua forma abóbada e esverdeada. Recostado e relaxado, apenas contemplando o meio e refletindo o porquê pensaste naquelas vastas palavras que sua amada o impôs. O forte calor fazia suas ideias dissolverem-se a pó, e entrelaçaram-se com a exarcebada metafísica gasosa e que decerto começaram a putreficar o meio e tão como a sua pequena mente, e logo veio o forte cheiro.-Seria este cheiro um pequeno fruto do inferno?- pensou como se seu odor se confundisse com suas profundas mágoas que se perderam com seus ínfimos devaneios, ou seriam pesadelos? Ele não sabe; há alguns minutos sua mente se tornou estável e imutável.

  2. -Deve ser algum pássaro morto, não me lembro de um esgoto a céu aberto- agora, não conseguia mais lembrar o que se passava ou que ele pensava, só lembrava que o forte cheiro o incomodava, porém o alimentava de pensamentos fúteis correlação aquilo e somente aquilo que o incomodava: o forte odor. E percebeu que a cada minuto que passava a brisa ia se fortalecendo, e seu pensamento se decompondo ao nada.Com o passar das horas aumentou o calor e consigo odor e o fedor. As suas lástimas se evidenciaram, e aquele banco que de tão imenso era, se tornou pequeno. E tudo se transmutou, tal como a cor, de verde e com o entardecer tornou-se marrom; marrom cor de merda.

  3. Logo veio as chuvas e o choro, e consigo o aumento da umidade e o surgimento da patogeneidade, seu nariz estava anestesiado a esta altura tal como seu encéfalo protegido pelo pequeno envolto craniano. Sua pele começou a murchar com o forte tempo e pequenas rugas começaram-se a inocular, e seu olhar continuou a beirar o vazio...O pequenino e apertado espaço da decomposição.

Comentários

Anônimo disse…
Adorei, como sempre.
bjos :***
Anônimo disse…
Eu não sei porquê, mas sempre gosto.
Adorei a foto do banco. Quero um banco assim na minha casa...
Beijinhos

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