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Eu vos agradeço


O vento sul que trouxe o inverno
tocou o seu rosto num ambiente
ermo, noturno e carreando rente
ao mar os sussurros lentos e serenos.

Chegou-se até seu o espírito a doce
precipitação que fazia contraste com a
sua origem, uma turbulenta sonata.
Em idéias se embriagava, e a dose
o fez cair em num sonoro torpor.
Sentiu um vazio e um pouco de louvor.

Agradecia o momento, e aquele presente.
Agradecia a salgada água sobre os pés.
Agradecia o pomposo tateio fluidificado.
Sentado agradecia imobilizado e petrificado.

O puro ar se transparecia em seu rosto,
se condensava e se apresentava como
seu próprio choro e o apossava de si,
e se tornou assim, fruto deste confim.

Comentários

loren disse…
Que lindo Hermano.
Memórias de m feriado solitário em Vitória? rs
beijos!
Sandra disse…
Eu não sabia que você escrevia, Hermano.

Que coisa boa saber que ainda há engenheiros que não são só engenheiros.

Continue escrevendo. Escrever é um exercício contínuo, sem fim.

Um beijo.

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