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Chove, chove!



O céu noturno que chora,
atmosfera que reluz
com a sua metafórica
surdez! Estrondo que seduz!

Enternece as vias urbanas,
o amarelo e o vermelho,
enaltece o lento transito,
devagar como as gotas
que deslizam e cativam.

Pingos que vieram
de suor dos céus!
Não se opuseram
ao choro derramado
sob o relvado gramando,
ah seiva dos réus!
Me traga para o seu
véu]

Chove, chove, chove;
meu cabelo untado,
minha calça molhada...
minha espera sagrada,
sob a fachada saliente,
como tudo é valido!

Corro, sobre as faixas
de travessias com
o sinal verde, para
a frutífera estrada
do meu lar, calçadas
vazias no meio e repletas
de pessoas em seu limiar!

Da janela vejo... o nosso
banho que continua
a limpar nossos anseios
emocionais e teatrais.

Chora, chora, chora,
limpa, limpa, limpa...
Asseada maneira
de carisma.


Comentários

Priscila Milanez disse…
denso esse texto...quase uma chuva torrencial...Atualizei o meu...beijos
Chuva para lavrar nossos enganos, lixiviar as tormentas...de todos!

Passa lá:
http://degustacaoliteraria.blogspot.com/
Hernán disse…
Tristeza da Urbe

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