Pular para o conteúdo principal

Tic Tac...




Tic tac, Tic tac...
Bate o relógio
segue como um praxe.
Não sabe, ou não sabia,
que era irrisório.

Pecado era estaticidade,
estudar nesta vaidade,
para que essa fidelidade?

Livros, cadernos,
compassos para o disparo
do presente inanimado,
e regresso do
pretérito perfeito.
Recai o passado.

Me falta facilidade
com letras.
Assim tentaria
escrever a
possível felicidade,
mas não sou sensato,
me caem cálculos
a serem resolvidos...
exigência na minha idade?

Se tiver a resposta,
me responda.

As férias estão
próximas...
talvez venha a redenção.

Ah cambio idealista!
Sobre seu tato realista,
me recairá suas rimas!

E meses depois?
recairá o futuro
do indicativo,
sina que não se dispôs.

Me falta forças,
para que eu continue,
o poema.

Venha a derradeira
vontade!
para que estude
os desatinados temas.

Tic tac, tic tac...
ponteiros que
brandiram uma
outra vez.
E o dilúvio
tomou-o desta vez.

Tic tac, tic tac...
se acalmou,
estudou e
agora se calou.

Comentários

Priscila Milanez disse…
belo texto...escrevi sobre o tempo no meu blog há algum tempo atrs tb! Acho que escreve-se tanto sobre ele pq a gente não pode domina-lo!
beijos
Felipe disse…
opa!
aquela foto é no ponto de ônibus da ufes.
Hernán disse…
Dizer que o Tempo é Momento.
Será que é uma resposta?
Eu não sei.

Postagens mais visitadas deste blog

Moinho

Força de vontade, é que venho demonstrar nessas rasas linhas, para que um post mais inútil? Palavreado tosco e um sujeito que se aparenta quase sempre indeterminado, deformado e ao mesmo tempo mesclado. _Mesclado?_pergunto a mim mesmo. Sim, mixado de idéias , de imagens e de situações, que dispoem a minha pessoa a transgredir, a fixar no meu eu! Um imenso moinho, "c' est moi !", Como a senhorita wikipédia diria (escrevo perante o pc ): "Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto", material bruto meu caro, cabe a ti transformar essas escórias em pensamentos concretos e na sua reverenda comoção, conquanto transmutam em memórias e sentimentos. Não obstante, volto a citar minha reluta ingratidão de prosseguir com este jogo de conceitos, estou fatigado, a colheita foi desfavorecida pelas condições climáticas, o forte vento e as marés revoltosas foram de desgastar minha mecânica. Agora num ritmo mais lento, me sinto ...

Nascer, foi a chance que a vida me deu.

Deu-se a chance de amar e se perdeu lacrimejando sobre palavras árduas afogadas num rio límpido de fábulas, margeando o momento que se viveu. A vida me deu a chance de amar e a retirou sem a minha permissão e negou, por hora a eu sonhar. Num imbróglio sem simulação. Desistir de amar é se resignar a estar sobre devaneios. Perde-se o direito de dormir e desvanece-se sobre fantasias e sombras de outrora. E assim roga-se por um novo direito, um novo tempero, um apalpe fugaz, até que a vida nos traz e felizes nos faz. Até quando nossa conquista terá efeito? E dá aquela chance, a vida nos dá... e aquela chance que sempre dá, e sempre nos deu. Mas porque retira-se e assim tudo se consome? Deixarei de amar no dia que morrerei, porque a vida não me dará mais nenhuma chance de amar. Neste dia, não poderei mais amar e amar, por fim sonhar e lembrar. E assim vivo perante as chances que a vida me deu. Com sorrisos ou angustias respiro sob o ar de deus.

Amostragem

Desfocado seja este sentido, não me coube mais o solitário ato de piscar. Apenas palpitar e não mais precipitadamente entusiasmar, e sim lógico averiguar! De olhos agora vendados, e com as mãos prontas a contornar um risco e um grande riso, de certos aveludados e pasmados, contorcendo em forma de emitir um grande eco, não nego! Não quero luz! E sim um jogo que me seduz. E de pálpebras bem cerradas acompanhadas de varias atitudes forjadas. Sim, uma imensa escuridão, que realça uma imensa aptidão de caminhar e o grande pátio a explorar. Conquanto logo um bom cheiro a apreciar: Grandes rosas, com vários cravos que podem me machucar e me materializar... Uma dor que de certo desejada, figurada pelo leve toque que nos comove. Subitamente sangrei, pequei, neguei e até beijei... Todas as sensações se resumiram num imenso fruto. Agora mordido, me sinto traído! Restou-me por escutar gritos de lamentações! hahahahahhaahha, que grandes negações. De bruços em lenços brandos euxari, e uma grande cla...