Pular para o conteúdo principal

La Carte



  • Um simples descarte, uma cuspidela acompanhada de um valete de ouros, um respaldo a conjectura noturna, um cavalheirismo um tanto que mundano como podemos dizer, um despojo de uma convivência social, apoderando-se às vezes do lixo. Todavia este simples raciocínio é apenas uma pilhéria, um blefe amical...
  • Meu deus como sua mão entoa com o lixo e a minha acaba por comprar, contradizendo com seus prazeres de uma mão cheia, sendo assim meu descarte uma troca, enquanto que tu se apoderas de mais figuras carismáticas; mas não me queixo, a sua mudança de estratégia pode me transmutar completamente, é daí que vem o meu riso e sua queixa. Basta lembrar, que tudo citado, pode ser em dupla, cada um defronte ao seu par, supondo o seu entendimento e a sua união matrimonial.
  • Não considero isso tudo como um verdadeiro buraco, e sim corpos que burlam e manejam o espaço, colocando cartelas em seu devido lugar.
  • Oh meu caro... Porque essa aflição pelo morto? ! Seus dedos sustentam uma tal leveza que propiciam para o desvanecimento das caras, ao contrario da minha pessoa – meu peso, me enraíza, ainda, nos tempos vividos de descarte-. A cada rodada penso no engaste do baralho, algo indizível, talvez pela minha suposição real, como se fosse um rei aplicado aos seus súditos impressos num pedaço de papel retangular.


    São cinco horas da manhã, agradeço Romero, Rafael e Leandro pelo jogo; e logicamente, também, o Alessandro, que deu a festinha, sentirei saudades de muitas pessoas quando voltar pra minas.

Comentários

Unknown disse…
Beellaa cartada!! Assim você ganha todos os jogos com as palavras!!
Adorei!!
Vou sentir saudades amigo!!
Volta logoo!!
Beijoooss primoo!!
Hernán disse…
Belo Jogo...
Thiago disse…
Hermanooo! Que maravilha ler isso tantos anos depois, num momento de tristeza me encheu de alegria. Bom saber que temos temos bons amigos e vivemos bons momentos juntos.

Postagens mais visitadas deste blog

Moinho

Força de vontade, é que venho demonstrar nessas rasas linhas, para que um post mais inútil? Palavreado tosco e um sujeito que se aparenta quase sempre indeterminado, deformado e ao mesmo tempo mesclado. _Mesclado?_pergunto a mim mesmo. Sim, mixado de idéias , de imagens e de situações, que dispoem a minha pessoa a transgredir, a fixar no meu eu! Um imenso moinho, "c' est moi !", Como a senhorita wikipédia diria (escrevo perante o pc ): "Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto", material bruto meu caro, cabe a ti transformar essas escórias em pensamentos concretos e na sua reverenda comoção, conquanto transmutam em memórias e sentimentos. Não obstante, volto a citar minha reluta ingratidão de prosseguir com este jogo de conceitos, estou fatigado, a colheita foi desfavorecida pelas condições climáticas, o forte vento e as marés revoltosas foram de desgastar minha mecânica. Agora num ritmo mais lento, me sinto ...

Nascer, foi a chance que a vida me deu.

Deu-se a chance de amar e se perdeu lacrimejando sobre palavras árduas afogadas num rio límpido de fábulas, margeando o momento que se viveu. A vida me deu a chance de amar e a retirou sem a minha permissão e negou, por hora a eu sonhar. Num imbróglio sem simulação. Desistir de amar é se resignar a estar sobre devaneios. Perde-se o direito de dormir e desvanece-se sobre fantasias e sombras de outrora. E assim roga-se por um novo direito, um novo tempero, um apalpe fugaz, até que a vida nos traz e felizes nos faz. Até quando nossa conquista terá efeito? E dá aquela chance, a vida nos dá... e aquela chance que sempre dá, e sempre nos deu. Mas porque retira-se e assim tudo se consome? Deixarei de amar no dia que morrerei, porque a vida não me dará mais nenhuma chance de amar. Neste dia, não poderei mais amar e amar, por fim sonhar e lembrar. E assim vivo perante as chances que a vida me deu. Com sorrisos ou angustias respiro sob o ar de deus.

Amostragem

Desfocado seja este sentido, não me coube mais o solitário ato de piscar. Apenas palpitar e não mais precipitadamente entusiasmar, e sim lógico averiguar! De olhos agora vendados, e com as mãos prontas a contornar um risco e um grande riso, de certos aveludados e pasmados, contorcendo em forma de emitir um grande eco, não nego! Não quero luz! E sim um jogo que me seduz. E de pálpebras bem cerradas acompanhadas de varias atitudes forjadas. Sim, uma imensa escuridão, que realça uma imensa aptidão de caminhar e o grande pátio a explorar. Conquanto logo um bom cheiro a apreciar: Grandes rosas, com vários cravos que podem me machucar e me materializar... Uma dor que de certo desejada, figurada pelo leve toque que nos comove. Subitamente sangrei, pequei, neguei e até beijei... Todas as sensações se resumiram num imenso fruto. Agora mordido, me sinto traído! Restou-me por escutar gritos de lamentações! hahahahahhaahha, que grandes negações. De bruços em lenços brandos euxari, e uma grande cla...