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Camburi

  1. Estava sentado na varanda de meu apartamento com um livro em mãos, aproveitando esta vida mansa nesta desejadas férias, porém o sol não estava em meu favor... era umas três e meia da tarde, um tempo meio que de inverno, me causou até estranhezas por ser Vitória, raramente me lembro de tempos amenos como este, e me faltava, como tal, uma simples luminária. Resolvi ir a praia com as paginas em mãos.
  2. Resignava em lembrar como lá ventada, e isto incomodava e bastante, um vento úmido e um pouco frívolo fazendo um paradoxo com os raios solares - o céu estava limpo, extremamente azul, todavia como foi dito nada que seja extremado com ardor, muito longe disso. Numa pausa reparei como tudo aquilo era feio; obras desnecessárias beiravam o limiar da praia e que eram bem tocantes nos quesitos de contemplar e tal como no outro lado da bahia uma industria dava para se enxergar, e era visível como suas chaminés gotejavam de fumaça e as cuspiam para o céu, pena que seus pulmões carecem de degenerações tal como o câncer, não obstante adoecem nossos olhos e nosso estado de espírito. Perante a isso tudo, esqueci do mundo e continuei a ler e ás vezes observava as crianças mais adiantes que brincavam perante a água.

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