Pular para o conteúdo principal

Boa noite





  1. Uma tépida noite, era que nos cabia de palpar; acompanhada pelo sossego taciturno e emendada por ventos que chegavam às vezes de ser tornar frívolos - rajada que não era intensa, porém transparecia necessária naquela situação.
  2. Quatro passos faziam desse silêncio um pouco que temporário e parecia que tudo desfrutaria de certo modo artificialmente- não havia nuvens no céu, a noiva noturna se escondeu, dando como lua nova e apenas o que sobrava era a forte iluminação dos postes, e os carros que com a pouca frequência em que transitavam encarregavam também de iluminar este recinto plácido.
  3. A caminhada cessou, restou para os dois um pequeno descanso em meio ao banco; numa praça, com um forte aspecto urbano como eu já havia dito... E a situação permaneceu contínua, os pensamentos contornando as circunstâncias e ao meio, até que se passaram duas horas e restou apenas um sentimento:
  4. O de boa noite.

Comentários

Anônimo disse…
Gostei muito desse texto, Hermanito! Vc leva jeito mesmo pra isso! Já te falei, né?! beijos
Ei rapaz! Q bom q passou a abstinência, rs. E continue postando. Continuar é importante, mesmo q fique só o sentimento de boa noite, único, mas intacto.

:*
PaRDaLiTa disse…
Noites tépidas são legais ;]
Anônimo disse…
com certeza nós temos idéias bem distintas sobre a solidão!
Hanne Mendes disse…
Criativamente simples!
gostei do texto.
Abraço.

Postagens mais visitadas deste blog

Moinho

Força de vontade, é que venho demonstrar nessas rasas linhas, para que um post mais inútil? Palavreado tosco e um sujeito que se aparenta quase sempre indeterminado, deformado e ao mesmo tempo mesclado. _Mesclado?_pergunto a mim mesmo. Sim, mixado de idéias , de imagens e de situações, que dispoem a minha pessoa a transgredir, a fixar no meu eu! Um imenso moinho, "c' est moi !", Como a senhorita wikipédia diria (escrevo perante o pc ): "Um moinho é uma instalação destinada à fragmentação ou pulverização de materiais em bruto", material bruto meu caro, cabe a ti transformar essas escórias em pensamentos concretos e na sua reverenda comoção, conquanto transmutam em memórias e sentimentos. Não obstante, volto a citar minha reluta ingratidão de prosseguir com este jogo de conceitos, estou fatigado, a colheita foi desfavorecida pelas condições climáticas, o forte vento e as marés revoltosas foram de desgastar minha mecânica. Agora num ritmo mais lento, me sinto ...

Nascer, foi a chance que a vida me deu.

Deu-se a chance de amar e se perdeu lacrimejando sobre palavras árduas afogadas num rio límpido de fábulas, margeando o momento que se viveu. A vida me deu a chance de amar e a retirou sem a minha permissão e negou, por hora a eu sonhar. Num imbróglio sem simulação. Desistir de amar é se resignar a estar sobre devaneios. Perde-se o direito de dormir e desvanece-se sobre fantasias e sombras de outrora. E assim roga-se por um novo direito, um novo tempero, um apalpe fugaz, até que a vida nos traz e felizes nos faz. Até quando nossa conquista terá efeito? E dá aquela chance, a vida nos dá... e aquela chance que sempre dá, e sempre nos deu. Mas porque retira-se e assim tudo se consome? Deixarei de amar no dia que morrerei, porque a vida não me dará mais nenhuma chance de amar. Neste dia, não poderei mais amar e amar, por fim sonhar e lembrar. E assim vivo perante as chances que a vida me deu. Com sorrisos ou angustias respiro sob o ar de deus.

Amostragem

Desfocado seja este sentido, não me coube mais o solitário ato de piscar. Apenas palpitar e não mais precipitadamente entusiasmar, e sim lógico averiguar! De olhos agora vendados, e com as mãos prontas a contornar um risco e um grande riso, de certos aveludados e pasmados, contorcendo em forma de emitir um grande eco, não nego! Não quero luz! E sim um jogo que me seduz. E de pálpebras bem cerradas acompanhadas de varias atitudes forjadas. Sim, uma imensa escuridão, que realça uma imensa aptidão de caminhar e o grande pátio a explorar. Conquanto logo um bom cheiro a apreciar: Grandes rosas, com vários cravos que podem me machucar e me materializar... Uma dor que de certo desejada, figurada pelo leve toque que nos comove. Subitamente sangrei, pequei, neguei e até beijei... Todas as sensações se resumiram num imenso fruto. Agora mordido, me sinto traído! Restou-me por escutar gritos de lamentações! hahahahahhaahha, que grandes negações. De bruços em lenços brandos euxari, e uma grande cla...