lundi, décembre 01, 2008

Tic Tac...




Tic tac, Tic tac...
Bate o relógio
segue como um praxe.
Não sabe, ou não sabia,
que era irrisório.

Pecado era estaticidade,
estudar nesta vaidade,
para que essa fidelidade?

Livros, cadernos,
compassos para o disparo
do presente inanimado,
e regresso do
pretérito perfeito.
Recai o passado.

Me falta facilidade
com letras.
Assim tentaria
escrever a
possível felicidade,
mas não sou sensato,
me caem cálculos
a serem resolvidos...
exigência na minha idade?

Se tiver a resposta,
me responda.

As férias estão
próximas...
talvez venha a redenção.

Ah cambio idealista!
Sobre seu tato realista,
me recairá suas rimas!

E meses depois?
recairá o futuro
do indicativo,
sina que não se dispôs.

Me falta forças,
para que eu continue,
o poema.

Venha a derradeira
vontade!
para que estude
os desatinados temas.

Tic tac, tic tac...
ponteiros que
brandiram uma
outra vez.
E o dilúvio
tomou-o desta vez.

Tic tac, tic tac...
se acalmou,
estudou e
agora se calou.